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Como profissionais de marketing contribuem para seu próprio fracasso

Don Drews | 1 to 1

Algo que todos nós, como profissionais de marketing, sabemos é que pouco importa se nossas estratégias são brilhantes, nossas histórias são intrigantes ou nossas promoções são convincentes; elas precisam atingir o mercado a fim de obter resultados. E uma das principais maneiras para ser eficiente em qualquer negócio é através da força de vendas. Os vendedores carregam nossas histórias e nossos programas para o mundo. No entanto, há muita “perda de energia” entre os nossos escritórios e os pontos de contato. Nós aceitamos – e, na verdade esperamos – um atendimento pouco entusiasmado, baixas taxas de participação e ineficiência. Quem de nós em um momento ou outro já não se lamentou que “a força de vendas não executou”? Leia mais…

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Cinco maneiras de previnir a insatisfação do cliente

Zack Urlocker | Peppers & Rogers Group

A web em tempo real é uma ferramenta cada vez mais poderosa para que os clientes façam reclamações quando se sentem injustiçados pelas empresas. De fato, uma recente pesquisa realizada pela revista Colloquy, revelou que 26% dos entrevistados disseram estarem mais propensos a fazer reclamações sobre uma experiência negativada do que elogiar uma experiência positiva. Agora, mais do que nunca, as empresas precisam de uma estratégia para garantir a qualidade da experiência do cliente e manter o seu nível de satisfação. Leia mais…

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Mitos dos programas de fidelidade

A idéia de tornar os clientes mais fiéis (ou “fidelizar”, esse verbo que nem existe) tem assombrado os profissionais de marketing há muito tempo. Em torno do assunto foram criados diversos mitos. Como esse é o nosso dia-a-dia, nos vemos obrigados a detoná-los para separar o que é sério e fundamentado em resultados do que é “lenda urbana”, ou melhor, “lenda marketeira” nas quais, infelizmente, muitas empresas ainda acreditam.

Os principais mitos que observamos sobre esse assunto são:

Um cliente fiel é um cliente de valor – nem sempre! Um cliente pode ser fiel (compra repetidamente), mas deficitário, de alto custo de manutenção e – pior – pode até falar mal de sua empresa.

Programas de fidelidade “fidelizam” clientes – algumas pessoas entram nos programas de fidelidade apenas para conseguir mais descontos ou vantagens e não por preferir a empresa.

Programas de fidelidade são programas de pontos ou de “milhagem” - um programa de pontos é um dos componentes de uma estratégia de fidelidade. A receita tem vários ingredientes, como experiência do cliente, serviços exclusivos e comunicação personalizada.

Uma só iniciativa para todos os clientes promove fidelidade – os resultados de uma iniciativa de fidelidade são muito melhores com estratégias baseadas nas necessidades individuais dos participantes.

Programas de fidelidade são feitos para aumentar a satisfação dos clientes – é  importante atender às expectativas dos clientes. Porém, o objetivo de um programa deve ser o aumento de valor da base de participantes.

Programas de fidelidade aumentam o valor dos clientes – o fato de o cliente aderir ao programa de fidelidade não quer dizer que ele gastará mais em compras. Poucas empresas consideram o valor atual e futuro dos clientes ao desenhar seus programas.

Nenhum programa funciona bem por si mesmo. Os resultados dependem da relação “programa x cliente”. Somente quando os consumidores entendem as regras, se engajam e alteram seu comportamento de compra, indicação e interação com a empresa é que aparecem os resultados: clientes mais rentáveis e mais fiéis à marca.

A melhor maneira de conseguir o máximo retorno sobre o programa de fidelidade e sobre a base de clientes é definir claramente seu objetivo, desenhar o programa para reforçar certos comportamentos dos clientes e monitorar de perto os resultados para melhorar continuamente o programa. O resto é mito.

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Dez razões para adotar redes sociais na sua empresa

Adotar redes sociais dentro das empresas potencializa a geração de inteligência coletiva, além de descobrir pessoas talentosas, que ficam escondidas na imensidão dos cargos e departamentos, e facilita a identificação dos agentes de mudança e que podem influenciar outras pessoas a se tornarem inovadoras. Um estudo da universidade de Melbourne revelou que funcionários que utilizam redes sociais são 9% mais produtivos do que aqueles que não usam.
Por Mauro Segura, consultor da IBM

  1. Acesso rápido e fácil ao conhecimento: com as ferramentas atualmente existentes, é muito fácil criar um ambiente onde as pessoas possam discutir, apresentar suas idéias e registra-las para outras pessoas consultarem.
  2. O ser humano adora redes sociais: especialmente os brasileiros, uma vez que mais de 80% dos brasileiros, que se conectam a Internet, participam de algum tipo de rede social. Brasileiro gosta de conversar;
  3. A inovação aparece: o ambiente das redes sociais facilita o surgimento da diversidade de perspectivas e opiniões, condição essencial para surgimento da inovação;
  4. Quebra da barreira geográfica: você pode conversar com qualquer pessoa independente da localização geográfica em que ela esteja;
  5. Quebra da barreira hierarquia: talvez seja esse o maior temor de quem está no comando das empresas. Não existem escadinhas que deve ser escaladas para que as informações e as opiniões cheguem ao alto escalão da empresa. Isso é irreversível e incontrolável;
  6. Comunicação direta sem intermediários: comunicação sem filtros. Não existe mais aquela de que “Quem conta um conto aumenta um ponto”;
  7. Identidade pessoal: nas redes sociais, você tem a oportunidade de mostrar quem você é. Você pode expressar suas opiniões e suas crenças;
  8. Referências: é uma oportunidade de criar um grande conjunto de referências para posteriores consultas;
  9. Política de portas abertas: deixe a comunicação fluir livremente e você se surpreenderá com a capacidade de criar coletivamente de seus funcionários;
  10. Tecnologia simples e fácil: não é preciso ser um expert em tecnologia para operar sua rede social.
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Sete dados do cliente que toda empresa deveria ter

Apesar de sabermos da importância de ter um bom entendimento sobre o cliente, em muitas empresas, o perfil do cliente é apenas uma mistura dos resultados de iniciativas de coleta de dados.
Por Por Gareth Herschel, Diretor de Pesquisa do Gartner

Informações normalmente são armazenadas ou continuam sendo coletadas porque foram utilizadas no passado, ou porque alguém pensou que elas poderiam ser úteis no futuro. Embora isso resulte em bancos de dados de tamanhos impressionantes, também pode significar que tempo e recursos foram desperdiçados coletando, armazenando e gerenciando dados de má qualidade. Isto resulta em decisões não-confiáveis, um serviço ao cliente ruim e perda de rendimentos.

Categorizar os elementos presentes no perfil do cliente em sete grupos possibilita às empresas começar um processo rigoroso de identificação sobre quais dados serão valiosos no apoio às suas estratégias de negócios. O ponto de partida é trabalhar com a linha de gerentes de negócio para identificar quais insights são necessários para definir o tratamento adequado ao cliente através das funções e canais. A forma exata destes insights varia entre indústrias e empresas, mas podem ser divididas em três categorias:

Necessidades do cliente: Reflita sobre os desejos e necessidades de seus clientes. Isto lhe dirá o que eles precisam, porque precisam e como eles irão tentar obtê-lo. Uma análise das necessidades e desejos é a dimensão mais fundamental da segmentação.

Satisfação: Revela o status de relacionamento do cliente com a sua empresa, eliminando questões como: “Eles gostam de você?” e “Porque?”. A satisfação pode ser monitorada em termos diretos, como um indicador NPS (Net Promoter Score), ou pode ser inferida pelo comportamento do cliente. A maioria das empresas luta para chegar a um acordo sobre qual a melhor métrica de satisfação entre diferentes unidades de negócios.

Valor / rentabilidade: Indica o valor de seus clientes hoje e no futuro. Geralmente, o desafio é definir o que será útil para o CRM visando realizar de forma mais abrangente estimativas (receitas e valor do ciclo de vida do cliente), quando existe um rigoroso de processo para alocação de verbas.

As quatro categorias de dados brutos

Estes insights acima elaborados pelos analistas de negócios são derivados das combinações de quatro categorias de dados brutos:

Descritivos: Dados que definem claramente o cliente. Os itens monitorados incluem variáveis fixas (gênero, data de nascimento) e variáveis abertas a mudanças (endereço residencial, renda, estado civil). Em alguns casos eles podem incluir informações extras (assinatura de revistas, tipo de carro) que estendem o perfil do cliente. A maior mudança nesta categoria de dados é à disposição de informações de status em tempo real, como localização.

Relacionamento: Estes são os dados que monitoram o histórico das relações entre a empresa e o cliente. Isto inclui histórico de transação dos clientes, além do histórico de suas interações (visitas no site, ofertas de marketing enviadas, mas ignoradas e requisição de serviços). A maior mudança nesta categoria vem de uma habilidade crescente para monitorar o histórico operacional do relacionamento (como, quando e porque são utilizados).

Sociais: A idéia das redes sociais não é nova, mas o que cresce é a habilidade e interesse das organizações em monitorar e alavancar estas redes. Para serem eficientes no perfil do cliente, os dados das redes sociais necessitam do conhecimento da existência da rede social e um entendimento da influência que ela pode exercer em um cliente. Por exemplo, notar que um relacionamento forte existe com o cliente em uma rede social e ligar a perda ou ganho de um cliente ao fato às influências que as redes sociais estão exercendo, positiva ou negativamente.

Psicológicas: Este elemento reflete os valores e opiniões dos clientes, bem como a maneira que tomam decisões. Por exemplo: O cliente toma decisões baseadas em princípios (“Vou comprar este carro híbrido porque polui menos o ambiente”), ou o cliente é mais pragmático (“Vou comprar este carro híbrido porque é mais econômico, poupando dinheiro do meu orçamento mensal”)? O potencial das análises de discurso para captura explícita de dados da voz do cliente abre a possibilidade para que esta categoria seja monitorada diretamente.

Todas as organizações devem considerar insights sobre as necessidades do cliente, satisfação e valor (a base para realizar segmentações eficazes), como elementos necessários do perfil do cliente. Estes atributos serão derivados dos quatro elementos dos dados brutos do cliente. A mistura apropriada destes dados será determinada pela natureza da proposta de segmentação que a empresa visa criar.

Fonte: Inside 1to1 – 04/02/2010

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O Shopping do Futuro

Qual o seu shopping center favorito? Aquele onde você encontra as lojas que mais gosta? Ou o que você conhece de olhos fechados? Talvez seja o que possua o ambiente mais agradável, ou ainda aquele onde você esbarra sem querer com todos os seus amigos.
Por Luiz Alberto Marinho/BlueBus

Provavelmente o seu shopping preferido tem tudo isso ao mesmo tempo e também bom estacionamento, conforto, segurança, diversão para crianças, cinemas e muitas outras atrações. Sabe por quê? Hoje os consumidores querem tudo ao mesmo tempo. A má notícia para os empreendedores de shoppings é que a lista de exigências destes clientes não pára de crescer.

Um estudo encomendado pelo Conselho Britânico de Shopping Centers à The Future Foundation, um instituto de pesquisa inglês, desenhou um interessante painel sobre os desafios dos shoppings nos próximos 20 anos. O primeiro e maior de todos eles é, naturalmente, compreender a natureza mutante do novo consumidor. Algumas tendências, como a migração dos gastos da aquisição de produtos para a de serviços, o envelhecimento da população mundial, a predominância de idosos com atitudes jovens, as transformações nos lares ao redor do planeta, o crescimento das residências com apenas um morador, a convergência dos papéis masculinos e femininos, o avanço do individualismo e do desejo dos indivíduos de serem ‘únicos’, a consolidação do comportamento de consumo globalizado, o contínuo aumento das alternativas a disposição dos compradores e o medo da violência, cada vez mais arraigado na sociedade, deverão afetar diretamente o formato e a operação dos shopping centers no futuro – afirma o documento.

Os clientes dos shoppings têm a expectativa de encontrar absolutamente tudo o que necessitam para preencher diferentes aspectos das suas vidas no mesmo lugar. E no horário mais conveniente para eles, claro. Isso significa que o mix de lojas e o período de funcionamento dos centros atuais provavelmente precisarão mudar para atender as necessidades dos seus clientes. A radicalização da idéia de que consumo em shoppings nada mais é do que uma atividade de entretenimento levará estes empreendimentos a competição com outras opções de lazer. E a sensação de segurança dentro destas catedrais da vida moderna precisará ser total.

Por tudo isso, os maiores desafios para os shoppings nos próximos 20 anos devem ser, segundo o pessoal da The Future Foundation, aumentar a relevância do mix de lojas para atender as tendências de comportamento e consumo, criar uma sensação de lugar diferenciado, atrair novos consumidores, como homens e idosos, por exemplo, desenvolver ofertas segmentadas, conjugar consumo, lazer, serviços e espaços de trabalho e, last but not least, elevar ao máximo o padrão de atendimento ao consumidor.

Grande sucesso de público e crítica nos últimos 30 anos, os shopping centers brasileiros precisarão também adaptar-se aos novos tempos. Pesquisas realizadas recentemente por alguns dos mais importantes shoppings daqui confirmam boa parte das conclusões dos britânicos. A hora é essa. Aqueles que estiverem dispostos a sacudir a poeira da acomodação e da mesmice, arregaçar as mangas e começar a testar novos caminhos já, sairão na frente na corrida pela satisfação destes clientes nunca satisfeitos.

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Marketing Interativo

É certamente improvável que os profissionais de marketing já tenham competido anteriormente em um mercado como o de hoje. Este é mais agressivo e composto de muitos concorrentes, cada um deles oferecendo produtos ou serviços relativamente equivalentes. Os consumidores, às vezes caracterizados como volúveis, flertam de uma marca a outra sem sentimentos de “traição” a uma marca favorita ou temor de perder valor ao mudar entre as marcas disponíveis.
Por Alexandre Cerri (1996)

Introdução

Paradoxalmente, enquanto mais informações são produzidas, menos tempo temos para assimilá-las. Em um ambiente no qual um volume crescente de informações disputa pela atenção dos indivíduos ou dos negócios que têm uma capacidade limitada para absorver o que está sendo oferecido, a mensagem de sua organização pode ser facilmente perdida, mal interpretada ou ignorada de alguma forma.

É possível concentrar o “poder de fogo” orçamentário exatamente sobre os clientes potenciais que se quer alcançar. A Guerra do Golfo familiarizou todo o mundo com termos da guerra militar, tais como “bombas inteligentes” e “orientação a laser”. Comparando estas armas com as da Segunda Guerra Mundial – dúzias de aviões despejando centenas de bombas na esperança de que ao menos algumas atingissem o objetivo militar – se terá uma comparação honesta do poder de precisão da arma “banco de dados” contra as armas de marketing que o precederam.

Na nova era dos negócios, as empresas devem recolocar os clientes em sua posição de honra. Uma modesta loja de armarinhos de tecidos prosperou porque seu proprietário conhecia tão bem cada um de seus clientes regulares que ele podia antecipar suas necessidades e até dar um simpático telefonema quando algum deles estava doente. A grande dimensão do mercado massificado reduziu a ligação da empresa com seus clientes. Hoje como uma grande loja de departamentos não pode retornar a forma de micromarketing, mas pode usar a tecnologia moderna, o Marketing Interativo, para aproximar-se dela.

Conceito de Marketing Interativo

Não há definição de Marketing Interativo que seja universalmente aceita. Isto se verifica porque o Marketing Interativo desenvolveu-se a partir do uso empírico realizado pelos profissionais de Marketing Direto.

Marketing de Banco de Dados e Marketing por Banco de Dados são funções distintas. Marketing de Banco de Dados significa o mesmo que Marketing de Vestuário ou Marketing de Automóveis. Marketing por Banco de Dados ou Marketing Interativo é uma estratégia de negócios.

O conceito mais amplamente aceito é que Marketing Interativo é uma ferramenta de marketing e conseqüentemente um novo Marketing Direto, que se formou pela integração da Tecnologia de Banco de Dados e do conhecimento dos Sistemas de Informações, com técnicas próprias da pesquisa de mercado, da segmentação de mercado e da comunicação do Marketing Direto.

Sua finalidade é estabelecer diálogos permanentes com clientes. Para os consumidores esses diálogos não apenas fornecem um mecanismo para registrar preferências no que diz respeito à mercadoria ou método de compra, mas também permitem que os consumidores ajudem a moldar novos produtos e serviços com base em seus interesses, estilos de vida e padrões de compra. Para quem vende, os diálogos produzem informações mais precisas e oportunas sobre hábitos de uso e de compra.

A Estratégia de Negócios baseada no marketing individualizado requer dos profissionais, não procurar vender um único produto ao maior número de clientes possível. Ao contrário, procurar vender a um único cliente o maior número de produtos possível – durante um longo período de tempo, e diferentes linhas de produtos, baseado nas informações demográficas (endereço, telefone, etc), psicográficas (hábitos de consumo, hobby, etc) e de histórico de compras, registradas no banco de dados.

A Evolução do Marketing Interativo

O que se pensava serem mercados de massa está se dividindo em segmentos compradores novos e distintos. Em mercados consumidores, rendimentos crescentes estão permitindo que as pessoas satisfaçam seus desejos por bens com menos restrições. Em mercados financeiros, os compradores estão tornando-se mais experientes, procurando informações sobre produtos de uma variedade de fontes mais ampla e esperando que suas necessidades sejam satisfeitas com mais precisão que anteriormente.

Tecnologia e Marketing já foram considerados inimigos. A mesmice fria e impessoal da tecnologia e a peculiaridade humana do marketing pareciam estar em freqüentes brigas. Os computadores só tornariam o marketing menos pessoal; o marketing jamais aprenderia a apreciar a aparência e essência dos computadores, bancos de dados e o resto da parafernália de alta tecnologia. Com base nos custos arrumou-se uma trégua. A tecnologia permite que a informação flua bilateralmente entre o cliente e empresa. Cria um ciclo de feedback que integra o cliente à empresa, permite que a empresa detenha o mercado, estabelece um diálogo, permite customização, e transforma o produto em serviço e o serviço em produto.

O que tornou possível o rápido desenvolvimento e a utilização desta ferramenta pelos mais diversos tipos e portes de empresas, nas mais diversas aplicações, é o fato de que, para se implantar e manter o banco de dados, não é necessário infra-estruturas de alto custo, podendo iniciar de forma simples e incrementar modularmente.

O Marketing Interativo em relação a outras abordagens de marketing tem diversos pontos favoráveis:

a) identifica dados relevantes dos clientes e prospects;
b) explora relacionamentos para transformar prospects em clientes;
c) constrói e mantém fidelidade dos clientes ou consumidores;
d) possibilita clonar clientes reais a partir dos prospects;
e) facilita a definição, análise e escolha das estratégias de contato;

Áreas de Aplicação do Marketing Interativo

As aplicações do Marketing Interativo são inúmeras. O grande desafio está no desenvolvimento criativo de aplicações competitivas, estratégias significantes e com custo permissível. As principais aplicações são:

  • Programas de prospecção de novos clientes: baseiam-se num intenso envolvimento pré-venda, onde procura-se identificar os prospects: o seu nome, telefone, interesses especiais, estilo de vida, preferências e padrões de compra, para depois utilizar a habilidade do database em comunicar-se com os mesmos individualmente, com base nessas informações. Além disso, os melhores programas para conquistar novos clientes solicitam aos atuais clientes à indicação de nomes de pessoas que os mesmos considerarem clientes potenciais.
  • Programas de Fidelização: o marketing moderno se caracteriza pela batalha para conseguir a lealdade do cliente ou consumidor. A fidelização é obtida quando se passa do monólogo da propaganda para o diálogo pelo Marketing Interativo. Existem vários modelos de relacionamentos que servem de orientação para desenvolver os programas de comunicação visando à fidelização. Os mais freqüentes são:
    • Recompensa: quando a repetição da compra é premiada com bônus, prêmios e incentivos, como ocorre nos programas de Frequent Flyer, Frequent Buyer, etc.
    • Educacional: onde o programa de comunicação coloca à disposição dos clientes um conjunto de literaturas e eventos. Este programa inclui Customer Service ou Serviços de Atendimento ao Consumidor.
    • Afinidade: promove a filiação dos clientes ou usuários em torno de um clube. É um dos programas que apresenta o maior índice de crescimento e que gera resultados surpreendentes.
  • Estratégias de Comunicação: Marketing Interativo é uma das mais precisas disciplinas do marketing, pois quebra a idéia de criar um relacionamento com um sem número de atividades diferentes e utiliza uma série de técnicas para que o cliente ou prospect perceba que um relacionamento agradável está se iniciando ou mantendo, pela habilidade que possui em comunicar-se com a pessoa certa, da maneira adequada, em tempo e lugar certos, com o apelo certo.

Chaves do Sucesso para Implantação do Marketing Interativo

Quando uma empresa resolver adotar o Marketing Interativo como estratégia de negócios, deve começar com pequenas listas, porque as extensas dificultam o gerenciamento das informações, com pouco tempo para aprender. É importante que a base de dados de informações contenha dados sobre histórico de compras dos clientes, pois são importantes para registrar benefícios dos programas de recompensa. Além disso, combinando o histórico de compras com informações demográficas e psicográficas, o profissional pode desenvolver novos esforços de conquista e manutenção de clientes.

Com o barateamento e o crescente aperfeiçoamento dos computadores e sistemas de bancos de dados, desde um pequena empresa até uma grande corporação podem beneficiar-se do Marketing Interativo. Os custos vão variar conforme a complexidade e abrangência do projeto.

Não se deve esquecer que a informação é à base da análise de marketing e o banco de dados deve constar de dados sobre hábitos de compra, gostos e preferências dos consumidores, bem como ter a capacidade de relacionar múltiplas bases de dados. O sistema integrado de marketing e informática a ser utilizado ou desenvolvido deve registrar informações demográficas e psicográficas (6), bem como funções de análise estatística, como regressão multivariada, cluster analisis e outros modelos estatísticos.

O Marketing Interativo e Você

O Marketing Interativo é a mais nova e eficaz ferramenta de marketing disponível, que afeta os seus mais diversos aspectos, mas principalmente o composto de comunicação. E que, apesar de ser um conceito novo, responde às mais antigas questões do marketing, que são:

a) saber quem são e onde estão os clientes e prospects (demografia) e conhecer seus hábitos de consumo (psicografia);
b) transformar contatos de compra e venda em um relacionamento continuado com a empresa;
c) conhecer as necessidades, desejos e valores dos clientes e prospects;
d) conseguir estabelecer uma comunicação individualizada e pertinente com cada prospect e cliente, trazendo-lhes vantagens em manter um relacionamento duradouro e leal com a empresa.

O marketing mudou, porque o mercado e os consumidores mudaram. Portanto, as empresas e pesquisadores têm um longo caminho para desenvolver e utilizar o potencial desta nova ferramenta.

Para que mídias interativas como disquetes, cd-roms ou internet sejam utilizadas de forma eficiente, os empresários precisam conhecer como funciona o marketing individualizado por diálogo com clientes, e como estabelecer benefícios para gerar relacionamentos duradouros. A fonte deste estudo é o Marketing Interativo.

E como um autor anônimo disse uma vez: ”a empresa que usa as ferramentas de ontem em trabalhos de hoje não estará nos negócios amanhã”.

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Programas de Fidelidade

Em suas variadas formas, programas de fidelidade existem há mais de um século, tornaram-se populares desde a década de 1930, e continuam a ser considerados instrumentos efetivos para relacionamento com clientes.
Por Weslyeh Mohriak

“Programas de Fidelidade não lhe garantem fidelidade, e sim conhecimento.
Fidelidade não pode ser comprada, só pode ser conquistada.”

Staffan Ellinder

As razões pelas quais as empresas optam por investir em programas desse tipo são as mais distintas, desde as básicas necessidades de retenção de clientes ou aumento de receita, até as mais sofisticadas aplicações, como adequação de logística e previsibilidade nas áreas de produção e desenvolvimento de novos produtos.

As estatísticas e as estimativas demonstram a força e o impacto econômico produzido por esses programas:

  • Existem cerca de 90 milhões de membros de programas de milhagem de companhia aéreas, sendo 74 milhões apenas nos Estados Unidos, onde praticamente todas as empresas aéreas oferecem algum tipo do programa (Fonte: WebFlyer);
  • 76 por cento dos supermercados, nos Estados Unidos, dispõem de um programa para clientes freqüentes; (Fonte: Food Market Institute)
  • 53 por cento de todos os clientes de supermercados são membros de um ou mais programas de fidelidade (Fonte: Mckinsey);
  • Estima-se um total de 973 milhões de subscrições em programas de fidelidade nos Estados Unidos, numa média (aproximada) de 4 programas por indivíduo adulto (Fonte: Coloquy);
  • Em pesquisa realizada no Brasil em 2004, 56 por cento das empresas que participaram do estudo afirmaram que investem cerca de 20 por cento ou mais do total de verba de marketing em programas de fidelidade (Fonte: Peppers & Rogers);
  • Todas as operadoras de telefonia móvel no Brasil, em 2004, ofereciam ou planejavam dispor em 1 ano um programa de fidelidade (Fonte: Peppers & Rogers).

Em alguns segmentos, essa prática deixou de ser uma vantagem competitiva e passou a ser considerada como uma necessidade básica, fundamental para a própria existência do negócio, como é o caso de companhias aéreas e de telefonia celular.

Mas, será que tais programas trazem resultados efetivos? É possível justificar os investimentos nesses programas, financeiramente? E como demonstrar que tais programas realmente atingem seus objetivos e os objetivos das empresas que os mantêm?

Existem casos em que o êxito desses programas é amplamente conhecido, especialmente em países mais maduros em sua adoção, como Inglaterra e Estados Unidos. No Brasil, segundo a pesquisa do Peppers & Rogers, 98 por cento das empresas informaram “número total de clientes que aderiram ao programa” como principal indicador de sucesso, o que dificulta sobremaneira uma análise mais detalhada dos resultados econômicos desses programas.

A experiência prática sugere que, independente do tipo de programa de fidelidade (eles podem ser vários), de seus objetivos (diferentes para cada tipo de empresa e necessidade), algumas considerações fundamentais devem ser claramente entendidas:

  • Qual o efeito do programa de fidelidade no comportamento dos clientes, e como esse comportamento alinha-se com os objetivos da empresa?
  • Que benefícios operacionais, financeiros e estratégicos a empresa pode obter com o programa?
  • Que tipo de benefício motiva clientes a modificarem seu comportamento de consumo?
  • Qual o impacto financeiro na organização, considerando-se os custos de desenvolvimento, administração e premiação?

Recentemente, o Carlson Marketing Group desenvolveu uma pesquisa com o objetivo de responder algumas das questões acima. O resultado dessa pesquisa aponta casos de programas de fidelidade de muito sucesso, outros de completo fracasso e ainda outros cuja falta de parâmetros de desempenho não permite avaliar resultados.

Mas algumas conclusões claras podem ser extraídas:

  • Programas de Fidelidade influenciam o desempenho de uma empresa.
  • Esses programas motivam consumidores a consolidarem suas compras com uma mesma empresa.
  • Descontinuar um programa existente resulta na redução de vendas para os consumidores existentes, quando estes reconhecem o valor do programa.
  • Consumidores estão interessados em conhecer novos programas de reconhecimento.
  • Consumidores que participam desses programas recomendam e encorajam outros consumidores a participarem.

Ainda que tais conclusões pareçam óbvias, cada uma delas apresenta um desafio intrínseco, complexo e que requer esforço considerável para demonstração objetiva. Atingir esses resultados exige planejamento, disciplina na execução e constante monitoramento. Os casos de sucesso, amplamente divulgados, não devem ofuscar os riscos e dificuldades que um programa de fidelidade deve superar para ser bem sucedido.

O potencial de sucesso de um programa de fidelidade, em muitos casos, leva empresas a lançar iniciativas sem a devida consideração das dificuldades, possibilidades de erro e do custo final resultante. Nenhuma empresa deseja que seu programa de fidelidade acabe por tornar-se apenas uma maneira diferente de oferecer descontos de forma indiscriminada.

Ignorar a complexidade econômica e os impactos nas contas da empresa também pode ser determinante para o insucesso: programas de fidelidade representam custos no desenvolvimento, na execução, e um passivo acumulado que deve ser cuidadosamente administrado.

Quando bem desenvolvidos e executados, programas de fidelidade podem ser instrumentos valiosos na identificação de clientes, na diferenciação dos consumidores mais rentáveis e de seu comportamento, gerando valor para o cliente e para a empresa. E não se pode subestimar o impacto de um programa bem sucedido: durante anos, uma cadeia de supermercados no Reino Unido, o Tesco, ocupou a segunda posição no setor. O cenário mudou quando, em 1995 lançou seu Programa de Relacionamento, o ClubCard, considerado um dos casos de grande sucesso.

Hoje, o Tesco não apenas é o supermercado líder no setor, mas expandiu suas operações para diversos segmentos totalmente distintos, como turismo e seguros. Segundo o então chairman do Tesco, Ian MacLaurin, “o resultado real do ClubCard não é apenas nossa liderança no varejo, mas sim o conhecimento adquirido de cada cliente, que possibilitou a ampliação de nossas ofertas, entrada em novos segmentos e uma grande melhoria em nossos processos organizacionais”.

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