Arquivo mensal para junho, 2010

O mais lembrado do Sul catarinense

O Criciúma Shopping está na cabeça da região Sul de Santa Catarina. O empreendimento foi o vencedor de 2010 do Prêmio Top Of Mind na categoria shopping center na região e receberá o prêmio no dia 28 de julho, em cerimônia realizada em Florianópolis.

Para a direção do shopping, o prêmio é o resultado dos investimentos na diversificação do mix, no bom atendimento e na variedade de eventos para o público.

O Top Of  Mind foi lançado lançado há 16 anos pelo jornal A Notícia em parceria com o Instituto Mapa. Nesta edição, o instituto entrevistou 2,4 mil pessoas em todo o Estado.

Fonte: Site do Criciuma Shopping

P.S. O Criciúma Shopping é cliente da Ecentiva desde 2009.

Compartilhe

As campeãs do Twitter

Uma pesquisa mostra como Starbucks, Dell e Google conseguiram, de fato, se aproximar dos consumidores utilizando as redes sociais
Por Juliana Borges – Portal Exame – 29/06/2010

Estar presente em redes sociais como Facebook, Orkut e Twitter se tornou uma obsessão para empresas de todo o mundo nos últimos tempos. Um levantamento recente da agência de comunicação Burson Marsteller revela que, das 100 maiores companhias do mundo, 79 estão presentes em alguma dessas redes – a maioria delas tentando desesperadamente estabelecer uma comunicação mais direta com seus consumidores. Segundo um estudo recém-divulgado pela consultoria americana Altimeter Group, cinco empresas estão conseguindo ganhar esse jogo: Starbucks, Dell, eBay, Google e Microsoft. Para chegar a esse resultado, a consultoria analisou critérios como quantidade de sites em que a marca está presente, número de posts por dia e tipo de post colocado (se para responder dúvidas de clientes ou só divulgar eventos e promoções, por exemplo). “Diferentemente de outras marcas, elas entenderam que canais diferentes requerem atitudes diferentes”, diz Abel Reis, presidente da AgênciaClick. “Não adianta usar o Twitter só para despejar um monte de blá-blá-blá em cima do consumidor. É preciso criar uma sensação de que ele é parte importante da empresa.”

Nenhuma dessas empresas vem sendo tão transformada pela força das redes sociais quanto a cadeia americana de cafeterias Starbucks. Tudo começou em 2008, quando o movimento nas lojas caiu pela primeira vez depois de quase uma década de crescimento ininterrupto.

Como parte da estratégia para reverter essa situação, o presidente e fundador da companhia, Howard Schultz, lançou naquele ano uma comunidade virtual para que os clientes pudessem fazer sugestões e perguntas e, em alguns casos, expor suas frustrações – o MyStarbucks- Idea.com. A ideia agradou aos internautas: ao longo de dois anos, 180 000 usuários cadastrados contribuíram com 80 000 ideias – 50 foram colocadas em prática nas lojas e ajudaram a rede a voltar a crescer. A experiência estimulou os executivos da Starbucks a expor a companhia ainda mais na web. A empresa tem hoje mais de 7,9 milhões de fãs no Facebook. No Twitter, é a marca mais comentada do mundo, com mais de 1,5 milhão de citações e 926 000 seguidores. Um dos movimentos mais recentes da empresa para engajar seus consumidores aconteceu no dia 19 de março. A Starbucks reuniu dezenas de funcionários na Madison Square, no centro de Nova York, para gravar um vídeo convocando seus consumidores a trocar copinhos de papel descartáveis por canecas metálicas de material reciclado – uma ação de cunho ambiental em comemoração ao razoavelmente desconhecido Dia do Planeta. O vídeo recebeu pouquíssima atenção por parte dos veículos tradicionais, mas teve enorme repercussão nas páginas da empresa no Facebook e no Twitter. A campanha foi vista mais de 1 milhão de vezes no YouTube e gerou cerca de 400 000 comentários na rede.

Assim como a Starbucks, as outras vencedoras da lista têm tratado as redes sociais como parte vital de sua estratégia de marketing – e não como um mero hype. A Dell oferece um dos melhores exemplos dessa nova postura. Entre 2005 e 2006, a empresa foi execrada na web por blogueiros e outros internautas insatisfeitos com o péssimo serviço de atendimento ao cliente que era oferecido (o fato de alguns de seus laptops pegarem fogo espontaneamente, sem nenhuma causa aparente, também não ajudou). Nos últimos dois anos, a Dell destacou dez funcionários de áreas como educação, marketing e tecnologia para esclarecer dúvidas e conversar com consumidores via Twitter, Facebook e seu blog, o ideastorm. com. Eles dedicam aproximadamente 30 minutos do dia à tarefa, que já é encarada como algo tão corriqueiro quanto trocar e-mails ou falar ao telefone. Em pouco mais de um ano, as referências negativas à empresa na internet caíram de 49% para 20% do total de comentários. “Para criar um vínculo real com os consumidores, é preciso estabelecer uma relação de troca, em que a companhia também seja capaz de aprender alguma coisa”, afirma Alessandro Barbosa Lima, presidente da E.Life, agência especializada em monitoramento e análise de mídias digitais. Uma lição que a maioria das companhias ainda precisa aprender.

Fonte: Portal Exame – 29/06/2010

As campeãs do Twitter

Uma pesquisa mostra como Starbucks, Dell e Google conseguiram, de fato, se aproximar dos consumidores utilizando as redes sociais

Juliana Borges, de EXAME

29/06/2010 | 10:21
Compartilhe

Dez razões para adotar redes sociais na sua empresa

Adotar redes sociais dentro das empresas potencializa a geração de inteligência coletiva, além de descobrir pessoas talentosas, que ficam escondidas na imensidão dos cargos e departamentos, e facilita a identificação dos agentes de mudança e que podem influenciar outras pessoas a se tornarem inovadoras. Um estudo da universidade de Melbourne revelou que funcionários que utilizam redes sociais são 9% mais produtivos do que aqueles que não usam.
Por Mauro Segura, consultor da IBM

  1. Acesso rápido e fácil ao conhecimento: com as ferramentas atualmente existentes, é muito fácil criar um ambiente onde as pessoas possam discutir, apresentar suas idéias e registra-las para outras pessoas consultarem.
  2. O ser humano adora redes sociais: especialmente os brasileiros, uma vez que mais de 80% dos brasileiros, que se conectam a Internet, participam de algum tipo de rede social. Brasileiro gosta de conversar;
  3. A inovação aparece: o ambiente das redes sociais facilita o surgimento da diversidade de perspectivas e opiniões, condição essencial para surgimento da inovação;
  4. Quebra da barreira geográfica: você pode conversar com qualquer pessoa independente da localização geográfica em que ela esteja;
  5. Quebra da barreira hierarquia: talvez seja esse o maior temor de quem está no comando das empresas. Não existem escadinhas que deve ser escaladas para que as informações e as opiniões cheguem ao alto escalão da empresa. Isso é irreversível e incontrolável;
  6. Comunicação direta sem intermediários: comunicação sem filtros. Não existe mais aquela de que “Quem conta um conto aumenta um ponto”;
  7. Identidade pessoal: nas redes sociais, você tem a oportunidade de mostrar quem você é. Você pode expressar suas opiniões e suas crenças;
  8. Referências: é uma oportunidade de criar um grande conjunto de referências para posteriores consultas;
  9. Política de portas abertas: deixe a comunicação fluir livremente e você se surpreenderá com a capacidade de criar coletivamente de seus funcionários;
  10. Tecnologia simples e fácil: não é preciso ser um expert em tecnologia para operar sua rede social.
Compartilhe

Sete dados do cliente que toda empresa deveria ter

Apesar de sabermos da importância de ter um bom entendimento sobre o cliente, em muitas empresas, o perfil do cliente é apenas uma mistura dos resultados de iniciativas de coleta de dados.
Por Por Gareth Herschel, Diretor de Pesquisa do Gartner

Informações normalmente são armazenadas ou continuam sendo coletadas porque foram utilizadas no passado, ou porque alguém pensou que elas poderiam ser úteis no futuro. Embora isso resulte em bancos de dados de tamanhos impressionantes, também pode significar que tempo e recursos foram desperdiçados coletando, armazenando e gerenciando dados de má qualidade. Isto resulta em decisões não-confiáveis, um serviço ao cliente ruim e perda de rendimentos.

Categorizar os elementos presentes no perfil do cliente em sete grupos possibilita às empresas começar um processo rigoroso de identificação sobre quais dados serão valiosos no apoio às suas estratégias de negócios. O ponto de partida é trabalhar com a linha de gerentes de negócio para identificar quais insights são necessários para definir o tratamento adequado ao cliente através das funções e canais. A forma exata destes insights varia entre indústrias e empresas, mas podem ser divididas em três categorias:

Necessidades do cliente: Reflita sobre os desejos e necessidades de seus clientes. Isto lhe dirá o que eles precisam, porque precisam e como eles irão tentar obtê-lo. Uma análise das necessidades e desejos é a dimensão mais fundamental da segmentação.

Satisfação: Revela o status de relacionamento do cliente com a sua empresa, eliminando questões como: “Eles gostam de você?” e “Porque?”. A satisfação pode ser monitorada em termos diretos, como um indicador NPS (Net Promoter Score), ou pode ser inferida pelo comportamento do cliente. A maioria das empresas luta para chegar a um acordo sobre qual a melhor métrica de satisfação entre diferentes unidades de negócios.

Valor / rentabilidade: Indica o valor de seus clientes hoje e no futuro. Geralmente, o desafio é definir o que será útil para o CRM visando realizar de forma mais abrangente estimativas (receitas e valor do ciclo de vida do cliente), quando existe um rigoroso de processo para alocação de verbas.

As quatro categorias de dados brutos

Estes insights acima elaborados pelos analistas de negócios são derivados das combinações de quatro categorias de dados brutos:

Descritivos: Dados que definem claramente o cliente. Os itens monitorados incluem variáveis fixas (gênero, data de nascimento) e variáveis abertas a mudanças (endereço residencial, renda, estado civil). Em alguns casos eles podem incluir informações extras (assinatura de revistas, tipo de carro) que estendem o perfil do cliente. A maior mudança nesta categoria de dados é à disposição de informações de status em tempo real, como localização.

Relacionamento: Estes são os dados que monitoram o histórico das relações entre a empresa e o cliente. Isto inclui histórico de transação dos clientes, além do histórico de suas interações (visitas no site, ofertas de marketing enviadas, mas ignoradas e requisição de serviços). A maior mudança nesta categoria vem de uma habilidade crescente para monitorar o histórico operacional do relacionamento (como, quando e porque são utilizados).

Sociais: A idéia das redes sociais não é nova, mas o que cresce é a habilidade e interesse das organizações em monitorar e alavancar estas redes. Para serem eficientes no perfil do cliente, os dados das redes sociais necessitam do conhecimento da existência da rede social e um entendimento da influência que ela pode exercer em um cliente. Por exemplo, notar que um relacionamento forte existe com o cliente em uma rede social e ligar a perda ou ganho de um cliente ao fato às influências que as redes sociais estão exercendo, positiva ou negativamente.

Psicológicas: Este elemento reflete os valores e opiniões dos clientes, bem como a maneira que tomam decisões. Por exemplo: O cliente toma decisões baseadas em princípios (“Vou comprar este carro híbrido porque polui menos o ambiente”), ou o cliente é mais pragmático (“Vou comprar este carro híbrido porque é mais econômico, poupando dinheiro do meu orçamento mensal”)? O potencial das análises de discurso para captura explícita de dados da voz do cliente abre a possibilidade para que esta categoria seja monitorada diretamente.

Todas as organizações devem considerar insights sobre as necessidades do cliente, satisfação e valor (a base para realizar segmentações eficazes), como elementos necessários do perfil do cliente. Estes atributos serão derivados dos quatro elementos dos dados brutos do cliente. A mistura apropriada destes dados será determinada pela natureza da proposta de segmentação que a empresa visa criar.

Fonte: Inside 1to1 – 04/02/2010

Compartilhe

O Shopping do Futuro

Qual o seu shopping center favorito? Aquele onde você encontra as lojas que mais gosta? Ou o que você conhece de olhos fechados? Talvez seja o que possua o ambiente mais agradável, ou ainda aquele onde você esbarra sem querer com todos os seus amigos.
Por Luiz Alberto Marinho/BlueBus

Provavelmente o seu shopping preferido tem tudo isso ao mesmo tempo e também bom estacionamento, conforto, segurança, diversão para crianças, cinemas e muitas outras atrações. Sabe por quê? Hoje os consumidores querem tudo ao mesmo tempo. A má notícia para os empreendedores de shoppings é que a lista de exigências destes clientes não pára de crescer.

Um estudo encomendado pelo Conselho Britânico de Shopping Centers à The Future Foundation, um instituto de pesquisa inglês, desenhou um interessante painel sobre os desafios dos shoppings nos próximos 20 anos. O primeiro e maior de todos eles é, naturalmente, compreender a natureza mutante do novo consumidor. Algumas tendências, como a migração dos gastos da aquisição de produtos para a de serviços, o envelhecimento da população mundial, a predominância de idosos com atitudes jovens, as transformações nos lares ao redor do planeta, o crescimento das residências com apenas um morador, a convergência dos papéis masculinos e femininos, o avanço do individualismo e do desejo dos indivíduos de serem ‘únicos’, a consolidação do comportamento de consumo globalizado, o contínuo aumento das alternativas a disposição dos compradores e o medo da violência, cada vez mais arraigado na sociedade, deverão afetar diretamente o formato e a operação dos shopping centers no futuro – afirma o documento.

Os clientes dos shoppings têm a expectativa de encontrar absolutamente tudo o que necessitam para preencher diferentes aspectos das suas vidas no mesmo lugar. E no horário mais conveniente para eles, claro. Isso significa que o mix de lojas e o período de funcionamento dos centros atuais provavelmente precisarão mudar para atender as necessidades dos seus clientes. A radicalização da idéia de que consumo em shoppings nada mais é do que uma atividade de entretenimento levará estes empreendimentos a competição com outras opções de lazer. E a sensação de segurança dentro destas catedrais da vida moderna precisará ser total.

Por tudo isso, os maiores desafios para os shoppings nos próximos 20 anos devem ser, segundo o pessoal da The Future Foundation, aumentar a relevância do mix de lojas para atender as tendências de comportamento e consumo, criar uma sensação de lugar diferenciado, atrair novos consumidores, como homens e idosos, por exemplo, desenvolver ofertas segmentadas, conjugar consumo, lazer, serviços e espaços de trabalho e, last but not least, elevar ao máximo o padrão de atendimento ao consumidor.

Grande sucesso de público e crítica nos últimos 30 anos, os shopping centers brasileiros precisarão também adaptar-se aos novos tempos. Pesquisas realizadas recentemente por alguns dos mais importantes shoppings daqui confirmam boa parte das conclusões dos britânicos. A hora é essa. Aqueles que estiverem dispostos a sacudir a poeira da acomodação e da mesmice, arregaçar as mangas e começar a testar novos caminhos já, sairão na frente na corrida pela satisfação destes clientes nunca satisfeitos.

Compartilhe

Marketing Interativo

É certamente improvável que os profissionais de marketing já tenham competido anteriormente em um mercado como o de hoje. Este é mais agressivo e composto de muitos concorrentes, cada um deles oferecendo produtos ou serviços relativamente equivalentes. Os consumidores, às vezes caracterizados como volúveis, flertam de uma marca a outra sem sentimentos de “traição” a uma marca favorita ou temor de perder valor ao mudar entre as marcas disponíveis.
Por Alexandre Cerri (1996)

Introdução

Paradoxalmente, enquanto mais informações são produzidas, menos tempo temos para assimilá-las. Em um ambiente no qual um volume crescente de informações disputa pela atenção dos indivíduos ou dos negócios que têm uma capacidade limitada para absorver o que está sendo oferecido, a mensagem de sua organização pode ser facilmente perdida, mal interpretada ou ignorada de alguma forma.

É possível concentrar o “poder de fogo” orçamentário exatamente sobre os clientes potenciais que se quer alcançar. A Guerra do Golfo familiarizou todo o mundo com termos da guerra militar, tais como “bombas inteligentes” e “orientação a laser”. Comparando estas armas com as da Segunda Guerra Mundial – dúzias de aviões despejando centenas de bombas na esperança de que ao menos algumas atingissem o objetivo militar – se terá uma comparação honesta do poder de precisão da arma “banco de dados” contra as armas de marketing que o precederam.

Na nova era dos negócios, as empresas devem recolocar os clientes em sua posição de honra. Uma modesta loja de armarinhos de tecidos prosperou porque seu proprietário conhecia tão bem cada um de seus clientes regulares que ele podia antecipar suas necessidades e até dar um simpático telefonema quando algum deles estava doente. A grande dimensão do mercado massificado reduziu a ligação da empresa com seus clientes. Hoje como uma grande loja de departamentos não pode retornar a forma de micromarketing, mas pode usar a tecnologia moderna, o Marketing Interativo, para aproximar-se dela.

Conceito de Marketing Interativo

Não há definição de Marketing Interativo que seja universalmente aceita. Isto se verifica porque o Marketing Interativo desenvolveu-se a partir do uso empírico realizado pelos profissionais de Marketing Direto.

Marketing de Banco de Dados e Marketing por Banco de Dados são funções distintas. Marketing de Banco de Dados significa o mesmo que Marketing de Vestuário ou Marketing de Automóveis. Marketing por Banco de Dados ou Marketing Interativo é uma estratégia de negócios.

O conceito mais amplamente aceito é que Marketing Interativo é uma ferramenta de marketing e conseqüentemente um novo Marketing Direto, que se formou pela integração da Tecnologia de Banco de Dados e do conhecimento dos Sistemas de Informações, com técnicas próprias da pesquisa de mercado, da segmentação de mercado e da comunicação do Marketing Direto.

Sua finalidade é estabelecer diálogos permanentes com clientes. Para os consumidores esses diálogos não apenas fornecem um mecanismo para registrar preferências no que diz respeito à mercadoria ou método de compra, mas também permitem que os consumidores ajudem a moldar novos produtos e serviços com base em seus interesses, estilos de vida e padrões de compra. Para quem vende, os diálogos produzem informações mais precisas e oportunas sobre hábitos de uso e de compra.

A Estratégia de Negócios baseada no marketing individualizado requer dos profissionais, não procurar vender um único produto ao maior número de clientes possível. Ao contrário, procurar vender a um único cliente o maior número de produtos possível – durante um longo período de tempo, e diferentes linhas de produtos, baseado nas informações demográficas (endereço, telefone, etc), psicográficas (hábitos de consumo, hobby, etc) e de histórico de compras, registradas no banco de dados.

A Evolução do Marketing Interativo

O que se pensava serem mercados de massa está se dividindo em segmentos compradores novos e distintos. Em mercados consumidores, rendimentos crescentes estão permitindo que as pessoas satisfaçam seus desejos por bens com menos restrições. Em mercados financeiros, os compradores estão tornando-se mais experientes, procurando informações sobre produtos de uma variedade de fontes mais ampla e esperando que suas necessidades sejam satisfeitas com mais precisão que anteriormente.

Tecnologia e Marketing já foram considerados inimigos. A mesmice fria e impessoal da tecnologia e a peculiaridade humana do marketing pareciam estar em freqüentes brigas. Os computadores só tornariam o marketing menos pessoal; o marketing jamais aprenderia a apreciar a aparência e essência dos computadores, bancos de dados e o resto da parafernália de alta tecnologia. Com base nos custos arrumou-se uma trégua. A tecnologia permite que a informação flua bilateralmente entre o cliente e empresa. Cria um ciclo de feedback que integra o cliente à empresa, permite que a empresa detenha o mercado, estabelece um diálogo, permite customização, e transforma o produto em serviço e o serviço em produto.

O que tornou possível o rápido desenvolvimento e a utilização desta ferramenta pelos mais diversos tipos e portes de empresas, nas mais diversas aplicações, é o fato de que, para se implantar e manter o banco de dados, não é necessário infra-estruturas de alto custo, podendo iniciar de forma simples e incrementar modularmente.

O Marketing Interativo em relação a outras abordagens de marketing tem diversos pontos favoráveis:

a) identifica dados relevantes dos clientes e prospects;
b) explora relacionamentos para transformar prospects em clientes;
c) constrói e mantém fidelidade dos clientes ou consumidores;
d) possibilita clonar clientes reais a partir dos prospects;
e) facilita a definição, análise e escolha das estratégias de contato;

Áreas de Aplicação do Marketing Interativo

As aplicações do Marketing Interativo são inúmeras. O grande desafio está no desenvolvimento criativo de aplicações competitivas, estratégias significantes e com custo permissível. As principais aplicações são:

  • Programas de prospecção de novos clientes: baseiam-se num intenso envolvimento pré-venda, onde procura-se identificar os prospects: o seu nome, telefone, interesses especiais, estilo de vida, preferências e padrões de compra, para depois utilizar a habilidade do database em comunicar-se com os mesmos individualmente, com base nessas informações. Além disso, os melhores programas para conquistar novos clientes solicitam aos atuais clientes à indicação de nomes de pessoas que os mesmos considerarem clientes potenciais.
  • Programas de Fidelização: o marketing moderno se caracteriza pela batalha para conseguir a lealdade do cliente ou consumidor. A fidelização é obtida quando se passa do monólogo da propaganda para o diálogo pelo Marketing Interativo. Existem vários modelos de relacionamentos que servem de orientação para desenvolver os programas de comunicação visando à fidelização. Os mais freqüentes são:
    • Recompensa: quando a repetição da compra é premiada com bônus, prêmios e incentivos, como ocorre nos programas de Frequent Flyer, Frequent Buyer, etc.
    • Educacional: onde o programa de comunicação coloca à disposição dos clientes um conjunto de literaturas e eventos. Este programa inclui Customer Service ou Serviços de Atendimento ao Consumidor.
    • Afinidade: promove a filiação dos clientes ou usuários em torno de um clube. É um dos programas que apresenta o maior índice de crescimento e que gera resultados surpreendentes.
  • Estratégias de Comunicação: Marketing Interativo é uma das mais precisas disciplinas do marketing, pois quebra a idéia de criar um relacionamento com um sem número de atividades diferentes e utiliza uma série de técnicas para que o cliente ou prospect perceba que um relacionamento agradável está se iniciando ou mantendo, pela habilidade que possui em comunicar-se com a pessoa certa, da maneira adequada, em tempo e lugar certos, com o apelo certo.

Chaves do Sucesso para Implantação do Marketing Interativo

Quando uma empresa resolver adotar o Marketing Interativo como estratégia de negócios, deve começar com pequenas listas, porque as extensas dificultam o gerenciamento das informações, com pouco tempo para aprender. É importante que a base de dados de informações contenha dados sobre histórico de compras dos clientes, pois são importantes para registrar benefícios dos programas de recompensa. Além disso, combinando o histórico de compras com informações demográficas e psicográficas, o profissional pode desenvolver novos esforços de conquista e manutenção de clientes.

Com o barateamento e o crescente aperfeiçoamento dos computadores e sistemas de bancos de dados, desde um pequena empresa até uma grande corporação podem beneficiar-se do Marketing Interativo. Os custos vão variar conforme a complexidade e abrangência do projeto.

Não se deve esquecer que a informação é à base da análise de marketing e o banco de dados deve constar de dados sobre hábitos de compra, gostos e preferências dos consumidores, bem como ter a capacidade de relacionar múltiplas bases de dados. O sistema integrado de marketing e informática a ser utilizado ou desenvolvido deve registrar informações demográficas e psicográficas (6), bem como funções de análise estatística, como regressão multivariada, cluster analisis e outros modelos estatísticos.

O Marketing Interativo e Você

O Marketing Interativo é a mais nova e eficaz ferramenta de marketing disponível, que afeta os seus mais diversos aspectos, mas principalmente o composto de comunicação. E que, apesar de ser um conceito novo, responde às mais antigas questões do marketing, que são:

a) saber quem são e onde estão os clientes e prospects (demografia) e conhecer seus hábitos de consumo (psicografia);
b) transformar contatos de compra e venda em um relacionamento continuado com a empresa;
c) conhecer as necessidades, desejos e valores dos clientes e prospects;
d) conseguir estabelecer uma comunicação individualizada e pertinente com cada prospect e cliente, trazendo-lhes vantagens em manter um relacionamento duradouro e leal com a empresa.

O marketing mudou, porque o mercado e os consumidores mudaram. Portanto, as empresas e pesquisadores têm um longo caminho para desenvolver e utilizar o potencial desta nova ferramenta.

Para que mídias interativas como disquetes, cd-roms ou internet sejam utilizadas de forma eficiente, os empresários precisam conhecer como funciona o marketing individualizado por diálogo com clientes, e como estabelecer benefícios para gerar relacionamentos duradouros. A fonte deste estudo é o Marketing Interativo.

E como um autor anônimo disse uma vez: ”a empresa que usa as ferramentas de ontem em trabalhos de hoje não estará nos negócios amanhã”.

Compartilhe